| Dry
Martini
O copo
Escolha uma taça de haste fina e bordas delicadas
e deixe-a no congelador por alguns minutos.
O gelo
O coquetel deve ser preparado num copo misturador, o chamado
mixing glass. Ponha entre quatro e seis pedras de gelo
inteiras -- evite pedaços picados, que derretem
facilmente. Gele bem o copo e escorra o excesso de água.
O gim
Despeje sobre o gelo uma dose generosa de gim --- inglês,
é claro --, que você pode escolher entre
o Gordon's, o Tanqueray, o Beefeater ou o Bombay, todos
na lista dos melhores.
O vermute
Pingue sobre o gim cinco gotas de vermute, de preferência
o clássico francês Noilly Pratt.
A mistura
Com uma colher longa -- a de bar se chama bailarina --,
dê algumas mexidas rápidas e vigorosas. Lembre-se:
o drinque é apenas mexido, nunca batido.
Ao servir
Tire a taça do congelador e, usando um coador de
bar, despeje o drinque na taça.
O Dry Martini é sempre servido sem o gelo.
O limão
Corte uma fina casca de limão, retirando com cuidado
a polpa branca. Em seguida, torça a casquinha de
modo que o sumo do limão caia sobre a mistura.
Passe a casca em toda a borda da taça e jogue-a
fora. Espete uma azeitona verde com um palito e coloque
no drinque.
História
do drinque
Uma dose de gim e cinco gotas de vermute ou duas doses
de gim e uma de vermute? Limão ou azeitona? A discussão
sobre a receita original do Dry Martini -- o drinque mais
clássico e pedido do mundo -- tem a idade do próprio.
Teria sido inventado em 1910, no Hotel Knickerbocker,
em Nova York, pelo barman John Martini, para atender a
um pedido do magnata americano John D. Rockefeller, que
desejava algo simples mas diferente. A partir daí,
a mistura ganhou o mundo como um coquetel excitante, com
sabor de viagem.
A polêmica sobre a sua receita original
é tão grande que, em uma de suas passagens
pelo célebre Harry's Bar, de Veneza, o escritor
americano Ernest Hemingway se saiu com a seguinte tirada:
"Se algum dia você vier a se perder na selva
africana, nada de desespero. Sente-se sobre uma pedra
e comece a preparar um Dry Martini. Eu garanto: em menos
de 5 minutos vai aparecer alguém dizendo que a
dosagem de gim e vermute está errada".
E a questão não chega a ser
resolvida nem no livro -- isso mesmo, o drinque já
mereceu um livro -- do expert americano John Doxat, Stirred,
Not Shaken (algo como mexido, nunca agitado). Doxat sugere
que a proporção ideal do vermute, para uma
dose de gim, é apenas a da sombra da garrafa sobre
o copo -- ou seja, nada de vermute. Outro apaixonado pelo
drinque, o cineasta espanhol Luis Buñuel, registrou
em seu livro de memórias, Meu Último Suspiro,
sua receita favorita, que exigia poucas gotas de vermute
Noilly Pratt sobre pedras de gelo, adicionando-se em seguida
uma dose de gim. James Bond, o agente 007, degustava nos
filmes uma variante da bebida, com vodca e vermute. De
todo modo, algumas regras são universalmente reconhecidas.
"O vermute tem de ser bem seco", explica o expert
Derivan Ferreira de Souza, sócio do restaurante
Bistrô, em São Paulo, e autor do livro Drinques
de Mestre (Editora Ática). "E nunca se deve
pôr a casca do limão dentro da taça."
Discussões e fórmulas à parte, a
preparação do coquetel, mesmo simples, é
um verdadeiro ritual.
Bloody
Mary | Bullshot | Caipirinha
| Daiquiri | Dry
Martini |
Manhattan | Mojito
| Negroni | Tequila
Sunrise
|
|