Variedades de Uvas

Há ao menos sete variedades de uvas com gostos e aromas suficiente para propiciar categorias internacionais de vinho. São elas:

Cabernet Sauvignon: Uva de bom caráter: aguda, herbácea, tânica, com aroma característico de groselha-preta. A principal uva do Médoc; também responsável pelos melhores tintos da Califórnia, América do Sul e Leste Europeu. Na Austrália, rivaliza com a Shiraz. Seu vinho quase sempre exige envelhecimento; geralmente lucra com a mistura com MERLOT, CABERNET FRANC ou SYRAH, por exemplo. Produz vinhos rosé muito aromáticos.

Pinot Noir: Uva negra excepcional, empregada em Champagne e , ocasionalmente, em outros lugares (ex.: Califórnia, Austrália) para fazer "vin gris" branco, espumante ou rosé muito pálido. Com aroma, sabor e textura inigualados; dá vinhos leves, raramente muito singulares.

Riesling: A grande uva alemã, atualmente a mais depreciada do mundo. Esta uva tem sofrido injustamente nos últimos anos devido a uvas parecidas, porém inferiores a elas, terem sido rotuladas com seu nome. Vinhos com um brilhante equilíbrio doce/ácido, sejam secos ou doces; florais na juventude, mas amadurecem com nuanças sutis e aromas oleosos.

Sauvignon Blanc: Vinhos muito peculiares, com aroma de palha às vezes muito forte; melhor em Sancerre. Vinho austero ou opulento. Triunfou de modo pungente na Nova Zelândia; há excesso de cultivo em todo o mundo.

Chardonnay: A uva branca da Borgonha, usada no champanhe branco, e a melhor uva branca do Novo Mundo, em parte porque é uma das mais fáceis de plantar e vinificar. Todas as regiões a experimentam, na maioria dos casos envelhecendo-a (ou, melhor ainda, fermentando-a) em carvalho, para reproduzir as nuanças do vinho da Borgonha.

Gewürztraminer ou Traminer: Uma das uvas mais pungentes, com aromas temperados de pétalas de rosa e grapefruit. Vinhos ricos e brandos, mesmo quando totalmente secos.

Muscat: Existem muitas variedades; a melhor é a Muscat Blanc à Petits Grains. Plantada universalmente; uvas pungentes, facilmente reconhecíveis, usadas principalmente para fazer vinhos doces perfumados, freqüentemente fortificados (como nos vins doux naturels franceses). É raro o uso para vinhos secos.

Outros exemplos de uvas conhecidas

Lambrusco: Uva produtiva do baixo vale do Pó; produz um alegre vinho doce e frisante, caracteristicamente italiano.

Malbec: Secundária em Bordeaux, principal em Cahors (também chamada Auxerrois) e especial na Argentina. Vinho escuro, denso e tânico, capaz de atingir qualidade verdadeira.

Merlot: Uva adaptável que dá os grandes vinhos aromáticos e sedosos de Pomerol. Juntamente com a CABERNET FRANC, produz o St-Émilion; é elemento importante nos tintos de Médoc. Palhenta quando não totalmente madura.

Periquita: Disseminada em Portugal na confecção de tintos com sabor firme. Muitas vezes misturada com CABERNET SAUVIGNON e também conhecida como Castelão Francês.

Syrah ou Petite Sirah, ou Shiraz: Grande uva para tintos do Ródano. Dá vinho tânico, purpúreo e apimentado, capaz de maturação magnífica. Com o nome de Shiraz, é muito importante na Austrália e encontra sucesso crescente no Midi, África do Sul e Califórnia. Seu fã-clube cresce com rapidez.

Tempranillo: Fina uva pálida e aromática de Rioja, chamada de Ull de Lebre na Catalunha, no Cencibel e na Mancha. Maturação precoce.

Zinfandel: Uva frutada e adaptável, peculiar da Califórnia, com sabor que lembra a groselha-preta, às vezes metálico. É capaz de ser gloriosamente luxuriante, mas também dá vinho branco "corado".

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