| Bloody
Mary
Os escritores americanos Ernest Hemingway
e Scott Fitzgerald e o filósofo francês Jean-Paul
Sartre tinham em comum, além do imenso talento
literário, uma mesma paixão: adoravam passar
horas em mesas de bar apreciando alquimias alcoólicas.
Hemingway chegou a cunhar um quase poema a respeito de
seus coquetéis prediletos: "My Mojito in La
Bodeguita/ My Daiquiri in El Floridita", saudando
também os dois bares mais famosos de Cuba. Fitzgerald
e Sartre foram clientes assíduos, em Paris, do
Harry's New York Bar, fundado em 1923 pelo escocês
Harry MacElhone. Nasceu nesse cenário coquetéis
como o Bloody Mary.
Para você entender
por que essas poções emocionavam os escritores
(e se empolgar como eles) selecionamos nove coquetéis
clássicos, com sua receita e sua história.
Ingredientes
1 dose de vodca
3 doses de suco de tomate
1 lance de suco de limão
sal e pimenta-do-reino
Tabasco e molho inglês
Modo
de fazer
Coloque a vodca e os sucos em um copo grande, com quatro
pedras de gelo. Mexa bem e tempere a gosto. Sirva em um
copo baixo, de boca larga, hamado old-fashioned, com duas
pedras de gelo.
História
do drinque
Elegante, sua origem não poderia ser outra senão
a Paris dos anos 20. O autor da bebida foi o americano
Peter Petiot, que comandava o balcão do Harry’s
New York Bar, que até hoje funciona no número
5 da Rue Doneau. Com a beberagem, Patiot atendeu a pedidos
de compatriotas que visitavam a França e pretendiam
levar para os Estados Unidos, então submetidos
à Lei Seca, uma bebida cuja aparência e odor
mascarasse o teor alcoólico e fosse, ao mesmo tempo,
fácil de preparar.
Batizada inicialmente com
o pouco sutil nome de Bucket of Blood (Balde de Sangue),
apenas em 1934, quando passou a ser preparada também
nos Estados Unidos, a mistura recebeu o nome atual, mais
precisamente no bar do Hotel St. Regis Sheraton, na esquina
da Rua 55 com a 5ª Avenida, em Nova York. O Sheraton
propagandeia em seus cartões de endereço
a paternidade do drinque. O nome americano, segundo a
mais plausível das versões, seria uma referência
à rainha Mary I, da Inglaterra, que, devido à
implacável perseguição aos protestantes
puritanos, no período da restauração
do catolicismo apostólico romano, no século
XVI, tornou-se conhecida pelo apelido de Bloody Mary —
ou Mary, a sanguinária, numa tradução
livre.
Bloody
Mary | Bullshot | Caipirinha
| Daiquiri | Dry
Martini |
Manhattan | Mojito
| Negroni | Tequila
Sunrise
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